Sistema Eletrónico de Administração de Conferências, Vol I (2016)

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Nível de inteligência emocional em adultos associado ao uso de aparelho celular
Alexandre Augusto Macedo Correa, Carolina Navarro de Assis, Felipe Alves dos Santos Alexandre, Ruan Fabiano Bambino, Gustavo Leite Camargos, Cristina Toledo

Última alteração: 2016-10-02

Resumo


A competência emocional descreve a capacidade que uma pessoa tem de expressar as suas próprias emoções, e deriva da inteligência emocional, que é a capacidade de identificar emoções. A competência se aprende e determina a habilidade que uma pessoa tem para se interrelacionar de forma construtiva com outras pessoas. Esta competência emocional pessoal se baseia na consciência de si mesmo, que resume o reconhecimento das emoções individuais e como as emoções afetam as outras pessoas, e também se sustenta na capacidade de manter um controle emocional e de gerir a adaptação. Dentre as formas de avaliação, há um conjunto de quatro habilidades avaliadas pelo Inventário de Competências Emocionais que identifica: a percepção e expressão, que é a capacidade de identificar emoções em si mesmo, em outras pessoas e em condições físicas e ambientais; facilitação emocional do pensamento, que é a capacidade de incluir as emoções no raciocínio para resolver problemas; compreensão emocional, que é a capacidade de identificar tipos de situações em que as emoções costumam ser eliciadas, discriminar emoções semelhantes e opostas e o que elas transmitem; e regulação de emoções, que envolve o entendimento das implicações de atos sociais sobre as emoções e controle emocional em si mesmo e no outro. Alunos do curso superior, desenvolvem em seu período de formação, além de conteúdos cognitivos, consideradas competências, as chamadas habilidades, que são resultantes de vivências e experiências que desenvolvem entro outro, as inteligência emocional. O objetivo desse trabalho foi o de analisar a competência emocional e a possível relação existente entre seus níveis e dimensões no uso, dependência e sintomas de ansiedade gerados pelo uso do celular. Nessa pesquisa foram entrevistadas 30 pessoas. A idade foi computada em categorias, sendo, 60% da amostra com idade entre 18 e 30 anos, 30% entre 30 e 50 anos e 10% acima de 50 anos. 47% do sexo masculino e 53 feminino. 73% trabalham e 60% estudam. As dimensões da competência emocional foram categorizadas, de menor para maior nível, em muito pouco, pouco, razoavelmente, bom e muito. Na dimensão ‘percepção das emoções’, 40% apresentaram razoável percepção, 57% boa percepção e 3% muito boa percepção; na dimensão ‘regulação das emoções de baixa potência’, 53% apresentaram razoável regulação e 47% boa; na dimensão ‘expressividade emocional’, 50% razoável expressividade e 50% boa expressividade; na dimensão ‘regulação de emoções em outras pessoas’, 47% razoável regulação, 50% boa regulação e 3% muito boa; na dimensão ‘regulação de emoção de alta potência’, 50% razoável regulação e 50% boa regulação. Além do inventário, foram feitas 10 perguntas aos entrevistados, todas categorizadas em ‘não se aplica ao meu caso’, ‘aplica-se pouco ao meu caso’, ‘aplica-se razoavelmente ao meu caso’ e, ‘aplica-se ao meu caso’. 63% faz uso diariamente do celular; 77% sempre leva o celular quando sai de casa; 43% retorna em casa caso o esqueça; 27% apresenta sintomas de ansiedade quando percebe que a bateria está acabando; 37% sente-se pouco rejeito por não receber mensagem e/ou ligação; 57% mantém o celular perto mesmo em casa; 57% jaz uso do aparelho também para jogos; 43% não faz uso de redes sociais via celular; 37% faz uso mesmo estando entre amigos e, 37% não conseguiria passar um final de semana sem fazer uso do aparelho. Ao realizar o teste qui-quadrado para avaliar a relação de possível causalidade entre as questões aplicadas, sexo, idade, estudar e trabalhar como influência na competência emocional, os valores de p-valor foram significativos para ‘sintomas de ansiedade quando a bateria está acabando’ associado a dimensão ‘expressividade emocional’ (p=0,0280), ‘não ficar o final de semana sem uso de celular’ associado a ‘regulação de emoções de alta potência’ (p=0,0050) e, ‘sexo’ associado a ‘expressividade emocional’ (p=0,0281). Estes resultados descrevem como a competência emocional em suas dimensões está distribuída na amostra e as associações estatisticamente significativas.

Palavras-chave: competência emocional; psicologia; celular;