Sistema Eletrónico de Administração de Conferências, Vol II (2017)

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NÍVEIS DE FLEXIBILIDADE EM ADOLESCENTES DE UMA ESCOLA PRIVADA DE VIÇOSA-MG
Dalila Leal Milagres, Gustavo Leite Camargos, Susana América Ferreira, Sabrina Fontes Domingues

Última alteração: 2017-09-19

Resumo


A flexibilidade é responsável pela manutenção da amplitude adequada das articulações, pela capacidade de movimentar-se com eficiência, facilitando e mantendo os músculos com boa elasticidade, sendo que sua manifestação ocorre de forma diferente entre crianças, adolescentes e adultos, apresentando uma tendência a diminuir ao longo da idade. Objetivo: avaliar os níveis de flexibilidade em escolares de ambos os sexos. Metodologia: A amostra foi composta de 25 escolares (12,8 ±1,00 anos), sendo 14 homens (12,86±1,03 anos) e 11 mulheres (12,7 ±1,01 anos), escolhidos de maneira aleatória, devidamente matriculados em uma escola privada no município de Viçosa – MG. Todos os voluntários assinaram um Termo de Assentimento e, um Termo de Consentimento Livre e Esclarecido foi enviado aos respectivos pais e/ou responsáveis, a fim de obter a autorização para a participação dos escolares, mediante a autorização prévia do diretor da escola. Foram realizadas medidas antropométricas de massa corporal e estatura, de acordo com o Anthropometric Standardization Reference Manual (LOHMAN et.al, 1988), bem como o teste de sentar e alcançar para avaliação da flexibilidade (Johnson & Nelson, 1979). Foi utilizada a estatística descritiva para caracterizar a amostra. A comparação das médias das variáveis foi realizada através do teste t de Student. Assumiu-se um nível de significância de p<0,05 para todas as análises. Utilizou-se o software SPSS para análise estatística. Além disso, os demais dados foram analisados por meio da análise de frequência relativa dos resultados obtidos. Resultados e Discussão: Ao comparar as medidas antropométricas, verificou-se diferença estatisticamente significativa apenas na estatura sendo os meninos mais altos que as meninas (1,61±0,10 m e 1,52±0,04 m, p=0,01). Observou-se uma frequência maior de adolescentes do sexo feminino demonstrando nível de flexibilidade razoável (46%) o que não aconteceu com o sexo masculino, considerados como nível fraco majoritariamente (50%). A diferença entre os sexos pode ser ocasionada devido a uma maior capacidade de estiramento e elasticidade muscular e dos tecidos conectivos do sexo feminino devido ao fato das meninas possuírem um alto nível de estrógenos que leva a retenção de água, por apresentarem menor massa muscular e menor densidade tecidual ao serem comparadas aos meninos, sobretudo na puberdade. Embora exista a possibilidade de alcançar níveis de flexibilidade mais elevados, nenhum dos participantes da amostra foi classificado como muito bom e excelente. O desenvolvimento de flexibilidade deve ter início já na infância para melhorar a elasticidade posteriormente ao longo da vida, visto que, no processo de envelhecimento percebe-se mudanças no padrão da mesma ocasionadas por alterações fisiológicas inerentes ao processo, bem como pela redução da prática de atividades físicas e esportivas. Conclui-se que apesar de diferenças biomecânicas entre os sexos existirem antes da puberdade e serem alvo de várias pesquisas, poucos são os estudos com metodologia clara e concisa abrangendo à flexibilidade muscular.

Palavras-chave


Flexibilidade, adolescentes, escola.