Sistema Eletrónico de Administração de Conferências, Vol II (2017)

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Fobia Social, um estudo de caso à luz da Gestalt-Terapia
Silvana Aparecida Ferreira Soares, Valdnirio Gonçalves Pires, Cátia Maria Moreira Carneiro, Jaqueline Duque Kreutzfeld Toledo, Francesca Stephan Tavares

Última alteração: 2017-09-19

Resumo


O objetivo do presente trabalho foi realizar um estudo de caso, à luz da abordagem da Gestalt-Terapia.O termo Gestalt, não possui um significado preciso em português, mas no sentido amplo, equivale a uma disposição ou configuração,, uma organização específica de partes que constitui um todo particular.Caso Clínico: P., 25 anos, boa aparência e bastante comunicativa, mora com a família e desde 17 anos deixou de estudar e também não consegue trabalhar, pois lidar com a exposição em relação às outras pessoas lhe traz um grande sofrimento. Situações corriqueiras como comer, escrever, ou o simples fato de se sentir observada, geram um grande desconforto, a ponto de lhe causar tremor, taquicardia e muita vergonha. RElata ainda que a mesma evitava comentar sobre o assunto pelo fato de se sentir incompreendida e a julgarem por não conseguir fazer nada. Desde que recebeu o diagnóstico psiquiátrico de fobia social em 2009, faz uso de ansiolíticos e acompanhamento psicoterápico. Utilizando a abordagem Gestática, um dos pontos iniciais é envolver a paciente afim de que a mesma consiga experimentar e vivenciar as situações não resolvidas no passado e que a mesma se torne consciente no "aqui e agora". TRata-se da definição de awareness, que é definida como "a capacidade de aperceber-se do que se passa dentro e fora de si no momento presente, tanto a nível corporal, como a nível mental e emocional".Para a Gestalt-Terapia, a relação terapeuta/paciente deverá ter "o espírito humanista e orientado para o crescimento", ou seja, trata-se do terapeuta "habilidoso frustrador", que demonstra afeto e atençãonecessários, mas ao mesmo tempo frustra o paciente no sentido de não apoiá-lo em sua situação, para ue o mesmo assuma a responsabilidade pela própria vida. Para o caso de P., recomenda-se à luz da Gestalt-Terapia, ressaltar o acolhimento do  terapeuta, provocando-a através da percepção e vivência no aqui e agora, afim de que a mesma se conscientize da responsabilidade pela própria vida, para que haja a mudança no comportamento e a consequente libertação do bloqueio que impede o seu convívio social. A ressignificação da queixa e o êxito no tratamento estão em suas mãos.

Palavras-chave


Gestalt-Terapia, fobia Social, terapeuta